Seguros de protecção ao crédito

Ao contrário de muitos produtos de seguros, um seguro de Protecção ao Crédito é um produto muito simples de compreender. Normalmente, as entidades Financeiras solicitam, como garantia adicional a outros produtos, a subscrição de um Seguro de Protecção do Risco de Crédito.

Estes seguros protegem os clientes de situações imprevistas, assegurando o pagamento do capital em dívida, em caso de morte ou invalidez absoluta e definitiva e o pagamento da prestação mensal, em caso de incapacidade temporária absoluta para o trabalho por doença ou acidente e desemprego involuntário, pelo que constituem uma excelente garantia para os consumidores.

A Protecção ao Crédito reduz o número de maus pagadores e o montante de crédito mal parado e tranquiliza os tomadores de crédito quanto à dificuldade de pagamento em momentos de problemas imprevisíveis, minimizando assim, as incertezas na decisão sobre o recurso ao crédito.

Este tipo de seguros é contratado na altura em que se faz o contrato de crédito. Estudos realizados em Portugal sobre este tipo de seguros referem que a maioria dos portugueses conhece este tipo de produtos e está disponível para os contratar, reconhecendo as vantagens deste tipo de protecção.

Um Seguro de Protecção ao Crédito pode ser aplicado a qualquer contrato de empréstimo, crédito ou acordo financeiro, nomeadamente: crédito à habitação, crédito pessoal, crédito automóvel, domiciliações de pagamentos, contratos de leasing, cartões de crédito ou débito, etc.

A Protecção ao Crédito tem uma característica interessante, que é o facto de, em caso de incumprimento do pagamento resultante de sinistros ocasionados por qualquer dos riscos garantidos e referidos anteriormente, a Seguradora nunca reclamar o bem financiado, permitindo sempre o seu usufruto, nem solicitar posteriormente qualquer reembolso das verbas despendidas. O tomador do crédito vê, por este meio, liquidada a prestação sendo o beneficiário a entidade que concedeu o crédito.

A Protecção ao Crédito é um produto que está disponível para todos os consumidores pois são poucos os critérios de elegibilidade envolvidos apesar do cliente ter de ser residente em Portugal.

Seguro de Crédito

O Governo assinou na passada sexta-feira um protocolo com cinco seguradoras no âmbito do novo regime de seguro de crédito. Segundo fonte do Jornal de Negócios, este protocolo é a primeira tranche de um total de quatro mil milhões de euros, tendo sido acordados dois mil milhões.

O objectivo, segundo a mesma fonte, será repor os ‘plafonds’ de seguros de crédito para os níveis que existiam antes da crise financeira, bem como alargar a capacidade de internacionalização das empresas para fora dos mercados tradicionais.

O protocolo foi assinado no Europarque, em Santa Maria da Feira, entre o ministro da Economia e o primeiro-ministro e os cinco “players” que actuam neste mercado: a Cosec, o Crédito y Caución, a Cesce, a Mapfre e a Coface.
Esta é apenas mais uma entre as várias medidas que o Governo está a implementar para estimular a economia, salientando-se as várias linhas de crédito assinadas com os bancos nacionais para o financiamento das PME.

O sector automóvel tem sido especialmente visado pelos planos do Executivo, dada a grave crise que atravessa. Está a ser objecto de um plano de cerca de 900 milhões de euros.

Como escolher a melhor opção para crédito pessoal?

Crédito Pessoal mais barato: Comece por ter em mente que conceber um crédito rápido numa loja, através das sociedades financeiras para aquisições a crédito (SFAC), como são exemplo a Cofidis ou a Flexibom, fica-lhe geralmente mais caro do que conceber um crédito com penhor na sua própria instituição bancária. Isto já para não falar da quantidade de informação que geralmente é omitida neste tipo de crédito rápido, nomeadamente as taxas de contratação.

Tome nota de algumas medidas e noções importantes de ter em mente, na altura de escolher a melhor opção para o seu crédito pessoal:

- Analise a TAEG que a empresa de crédito promove. A taxa é obrigatória de apresentar ao cliente, e geralmente reflecte o custo total do empréstimo. Quanto mais baixo for o TAEG, mais baixa será também a sua prestação.

- Analise bem os extras do contracto, tais como as despesas de abertura de processo, seguro de vida, cartão de cliente, entre outras, que geralmente são omitidas ao cliente, e mais tarde cobradas pela instituição credora.

- Não considere receber informação só e após conceber o crédito. Enquanto consumidor você tem o direito a saber todos os valores a que o contrato irá obrigar, portanto, evite deixar-se levar pelo que o comerciante lhe tem para apresentar.

- Poderá optar por um crédito com penhor, colocando uma aplicação financeira sua como garantia bancária. Isso poderá ser uma conta a prazo que não possa mobilizar, um fundo de investimento a longo prazo, entre outras. Procure negociar com a sua instituição bancária, e caso lhes ofereça garantias, poderá contrair um crédito com penhor, que regra geral é mais barato.

- Poderá pagar o seu crédito pessoal com penhor através da negociação da sua conta-ordenado. O seu ordenado fica considerado como uma garantia bancária, e você poderá contrair uma prestação máxima do valor do seu ordenado. Se não conseguir pagar a sua prestação, poderá optar por utilizar o cartão de crédito, ou descontar no próximo ordenado.

- Sempre que tentar adquirir um crédito pessoal, faça-se valer de todos os argumentos e mais-valias que detém enquanto cliente e consumidor de produtos do banco. Indique o número de contas que tem, cartões de crédito, seguros, produtos financeiros, entre outros, e apresente também, se possível, outras propostas mais vantajosas, de outras instituições bancárias. Negociar com o banco não é nenhuma ciência oculta!

- Sempre que adquirir um crédito pessoal, é provável que a instituição bancária o obrigue a contrair também um seguro de vida. Isso irá prevenir a instituição em caso de morte ou invalidez sua. Poderá ainda ser obrigatória a subscrição de um plano de protecção ao crédito, que protege também a instituição bancária em caso de você ficar de baixa médica, desempregado involuntário, etc.

- Amortizar nem sempre é vantajoso. No caso do crédito pessoal, as taxas de penalização sobre o capital a amortizar podem ser fixas ou variáveis. A maioria dos bancos cobra 2%. Calcule bem até que ponto lhe compensa amortizar o capital em dívida, e perder o que poupou nos juros.

conseguir um crédito pessoal mais barato pode ser possível se comparar e seguir as dicas anteriores.

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