Crédito malparado atinge máximos de 1998

O crédito malparado continua a aumentar em Portugal. Em Julho atingiu máximos do final da década de 90, com o incumprimento no crédito à habitação em níveis recorde, revelando a incapacidade das famílias em suportar os custos com os imóveis. Ao mesmo tempo, a concessão de crédito regista um forte abrandamento. De acordo com os dados do Boletim Estatistico hoje divulgados pelo Banco de Portugal, as famílias portuguesas deviam, em Julho, um total de 3,6 mil milhões de euros à banca, o que representa 2,72% do volume de empréstimos concedidos. Ou seja, o peso do crédito malparado já supera os 2,5% e atingiu o nível mais elevado desde Outubro de 1998. A contribuir para esta evolução estiveram todos os segmentos. Na habitação, o peso do malparado tocou nos 1,70%, um valor nunca antes observado. Mas não é só com a habitação que os portugueses estão a ter dificuldades em cumprir os pagamentos à...

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Malparado subiu para níveis de 2004

Há cada vez mais famílias portuguesas que não conseguem pagar os seus empréstimos. O peso do crédito mal parado nos particulares atingiu os 2,39%, em Fevereiro. Este valor, que é o maior desde Maio de 2004, está a aumentar progressivamente desde Novembro de 2007 e atingir proporções mais preocupantes no crédito ao consumo, onde o mal parado tem um peso acima de 5%. De acordo com os dados do Banco de Portugal, já noticiados pelo Negócios a 8 de Abril, e que constam no Boletim Estatístico hoje divulgado, o crédito mal parado atingiu 3,16 mil milhões de euros em Fevereiro, uma subida face aos 3,002 mil milhões de euros de Janeiro. O crédito total também aumentou, de 132,2 para 132,5 mil milhões de euros, mas o peso do malparado subiu. Assume mesmo um peso relevante no crédito ao consumo, ao atingir os 5,58% em Fevereiro. Neste segmento o mal parado situa-se nos...

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