Crédito diminui mas o malparado aumenta

Como se sabe, os bancos têm estado a apertar nos processos de concessão de crédito e o mês de Julho não foi excepção. Os empréstimos concedidos às famílias voltaram a diminuir, mas mesmo assim o crédito malparado continuou a aumentar, superando agora os 15 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. Os empréstimos à habitação diminuíram 2,4% em Julho relativamente a igual periodo do ano passado. O crédito ao consumo, por sua vez, caiu ainda mais para os 7,1%. Desde Agosto de 2011 que a variação homóloga (relativa ao mesmo mês do ano anterior) do crédito concedido aos particulares é negativa. Os empréstimos tanto a particulares como a empresa encolheram em todas as regiões do país, com excepção de Lisboa, onde se registou um crescimento de 1,0% em relação ao ano passado e 3,4% em relação a Julho de 2010. No resto do país, houve quebras acentuadas, com a maior a...

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Crise no crédito a particulares continua

A crise no crédito continua e não há sinais de que o mercado possa mudar. O Banco de Portugal apresentou hoje os dados do crédito, que mostram claramente que os empréstimos dos bancos a clientes particulares e empresas caíram em Janeiro face a Dezembro. De acordo com o Boletim Estatístico do BdP, os empréstimos concedidos pela banca portuguesa às famílias representavam 138,979 mil milhões de euros em Janeiro. No crédito a clientes particulares, em Janeiro, a maior fatia foi para o crédito à habitação, que representou 112,694 mil milhões de euros, seguido do crédito ao consumo, com 14,725 mil milhões de euros. O crédito para outros fins representou 11,560 mil milhões de euros. Assim, comparando, em Janeiro, os empréstimos a clientes particulares caíram 0,48% face a Dezembro, e 2,09% face ao mês homólogo de 2011. O peso dos créditos malparados, que totalizou em Janeiro 4.782 milhões de euros, é...

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Queda brusca na concessão de crédito

Bancos e entidades credoras mantêm a grande restrição ao crédito, sobretudo concedido às famílias, como se pode constatar no relatório do Banco de Portugal (BdP) divulgado hoje, no mesmo dia em que a instituição defendeu que o acordo do empréstimo ao país terá um “impacto económico e social substancial”. Apesar de as dificuldades maiores ainda estarem para chegar com as muitas medidas de austeridade impostas pela estratégia da “troika” para a nação, as empresas de concessão de empréstimos já começam a tentar prevenir eventuais problemas futuros, diminuindo de forma acentuada a aprovação de financiamento a privados. Entre Fevereiro e Março, o montante concedido tombou 120 milhões de euros, para os 141.750 milhões globais, uma considerável baixa no sector e uma das maiores dos últimos meses. O contributo máximo para a queda da atribuição de crédito foi registado no consumo (-153 milhões), seguido pelas finalidades “não definidas” (-10 milhões). No entanto, as famílias...

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Crédito aumenta em tempo de malparado crescente

Numa altura em que o malparado regista valores recorde, embora tenha caído uns ténues 0.004 por cento há dois meses (os números mais recentes), as entidades credoras não recuam na sua demanda por clientes e ignoram os avisos do mercado, continuando a angariá-los tal como o faziam antes da actual crise. Só em Setembro financiaram as empresas em mais 515 milhões de euros, estabelecendo um novo máximo e retirando o “título” que pertencia a Dezembro de 1979, como confirmam os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal (BdP). Comparando os valores postulados em Agosto e os referentes ao terceiro trimestre do ano, o financiamento absoluto em carteira de todas as empresas desta área económica passou de 117.596 milhões de euros para 118.111 milhões. Este novo marco histórico coincidiu com as importâncias também elas inéditas do crédito malparado, cuja quantia líquida apurada revela um incumprimento na ordem dos 4.119 milhões de...

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Crédito malparado atinge máximos de 1998

O crédito malparado continua a aumentar em Portugal. Em Julho atingiu máximos do final da década de 90, com o incumprimento no crédito à habitação em níveis recorde, revelando a incapacidade das famílias em suportar os custos com os imóveis. Ao mesmo tempo, a concessão de crédito regista um forte abrandamento. De acordo com os dados do Boletim Estatistico hoje divulgados pelo Banco de Portugal, as famílias portuguesas deviam, em Julho, um total de 3,6 mil milhões de euros à banca, o que representa 2,72% do volume de empréstimos concedidos. Ou seja, o peso do crédito malparado já supera os 2,5% e atingiu o nível mais elevado desde Outubro de 1998. A contribuir para esta evolução estiveram todos os segmentos. Na habitação, o peso do malparado tocou nos 1,70%, um valor nunca antes observado. Mas não é só com a habitação que os portugueses estão a ter dificuldades em cumprir os pagamentos à...

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Malparado subiu para níveis de 2004

Há cada vez mais famílias portuguesas que não conseguem pagar os seus empréstimos. O peso do crédito mal parado nos particulares atingiu os 2,39%, em Fevereiro. Este valor, que é o maior desde Maio de 2004, está a aumentar progressivamente desde Novembro de 2007 e atingir proporções mais preocupantes no crédito ao consumo, onde o mal parado tem um peso acima de 5%. De acordo com os dados do Banco de Portugal, já noticiados pelo Negócios a 8 de Abril, e que constam no Boletim Estatístico hoje divulgado, o crédito mal parado atingiu 3,16 mil milhões de euros em Fevereiro, uma subida face aos 3,002 mil milhões de euros de Janeiro. O crédito total também aumentou, de 132,2 para 132,5 mil milhões de euros, mas o peso do malparado subiu. Assume mesmo um peso relevante no crédito ao consumo, ao atingir os 5,58% em Fevereiro. Neste segmento o mal parado situa-se nos...

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