BdP detecta cobrança de juros ilegal

Os níveis médios do custo imputado aos clientes no crédito ao consumo ultrapassam os 15 por cento e em alguns casos superam mesmo o máximo legal permitido, ou seja, há entidades nacionais a ganharem dinheiro à margem da lei. De acordo com o último relatório do Banco de Portugal (BdP) concernente a este problema, foram detectados 63 contratos com taxas acima dos valores legais, aceites por 13 instituições diferentes que operam no sector em território lusitano. O abuso de alguns credores é justificado por estes com a situação de incoerência das contas públicas, responsável pela diminuição recorde dos níveis de confiança dos investidores, facto que provocou a subida inédita da taxação exigida pelas instituições nos diversos tipos de financiamento bancário, particularmente o crédito ao consumo, o mais fustigado e integrante da lista dos menos essenciais desenvolvida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A razão para a cobrança exagerada não é, contudo, aceite pelos...

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Portugueses não comparam preços dos bancos

Os cidadãos nacionais são os que menos cautela têm na escolha de produtos e serviços bancários. Esta é a principal conclusão a retirar de um estudo recentemente divulgado pelo Banco de Portugal (BdP), com o qual o regulador do sector procurou apurar o nível de conhecimento quanto a este género de aplicações. Segundo os dados finais do inquérito, a maioria dos portugueses não compara os preços e condições das diferentes entidades bancárias e raramente procura saber qual a melhor proposta existente no mercado, seja apenas para os comuns créditos ou produtos de investimento e poupança. O mesmo acontece na selecção do banco, escolhido de acordo com aspectos que nada têm a ver com as vantagens que possam apresentar, mas sim consoante critérios de natureza sugestiva e afectiva. A recomendação de amigos ou familiares é uma das principais razões que leva à subscrição de um produto ou serviço bancário (35%), enquanto a localização...

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Acende a discussão da polémica cláusula dos spreads

Semanas depois da denúncia de que alguns bancos estavam a incluir um pressuposto da subida unilateral dos spreads nos novos contratos, realizada pela Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO), o Banco de Portugal (BdP), entidade reguladora do sector nacional, afirma que não se pode pronunciar acerca desta matéria, frisando que compete aos tribunais viabilizar ou não a mesma, dado que esta questão é de âmbito judicial, conclui em comunicado divulgado à imprensa. Face aos novos desenvolvimentos da polémica cláusula dos spreads, um conjunto de instituições bancárias já se manifestaram, dando a conhecer a sua posição actual. As decisões oscilam entre “equacionar a situação”, “analisar a realidade económica” e “não pensamos em aplicar a medida”, ainda que permaneça o silêncio quanto a poder ser aplicada aquela controversa condição no futuro (caso a sua viabilização se venha a verificar), sobretudo da parte dos bancos que segundo a DECO incluem presentemente a...

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DECO critica prestação do BdP no crédito ao consumo

A Associação de Defesa dos Consumidores criticou hoje a prestação do Banco de Portugal (BdP) e das entidades reguladoras do sistema financeiro, sobretudo no domínio do crédito ao consumo, numa audição na Assembleia da República. "Embora recentemente tenha sido alargado as suas competências para supervisão comportamental, mantém-se a falta de representação dos consumidores no conselho consultivo do BdP", afirmou Ana Tapadinhas, jurista da DECO - Associação de Defesa dos Consumidores, referindo-se a um estudo feito pela associação sobre a o trabalho das entidades reguladoras, e que explicou hoje ao grupo parlamentar de trabalho da Regulação da Concorrência e Defesa do Consumidor. continuar a...

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Banco de Portugal aperta cinto no acesso ao crédito

A taxa de concessão de crédito tem sofrido elevados cortes na última década e o ano passado não foi excepção. A prová-lo estão os resultados do último Inquérito à Actividade Empresarial da Associação Industrial Portuguesa (AIP). O estudo revela que mais de 40 por cento das empresas inquiridas de debatem com sérias dificuldades em obter financiamento bancário. Apesar de não haver novidade alguma nos resultados apresentados dada a actual situação de crise dos mercados por todo o mundo, os dados recolhidos demonstram uma alarmante tendência negativa no que diz respeito às Pequenas e Médias Empresas. De acordo com o aquele relatório, as PME's têm visto o seu percurso de acesso ao crédito cada vez mais complicado, não se antevendo alterações substanciais nos próximos meses, sobretudo pela inexistência de modificações a nível de financiamento nas grandes entidades credoras. As conclusões retiradas do AIP destacam ainda outro dado muito pouco positivo. Quando comparada...

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