Créditos pessoais: BdP fixa taxas máximas

As taxas aplicadas aos créditos pessoais não poderão superar os 20,2 % no quarto trimestre do ano, divulgou esta quinta-feira o Banco de Portugal (BdP), referindo-se às taxas aplicáveis aos contratos de crédito aos consumidores. No crédito pessoal, o BdP impõe taxas máximas de 6,8 por cento em empréstimo que tenham por finalidade educação, saúde e energias renováveis, assim como locação financeira de equipamentos. Nos outros tipos de créditos pessoais, o valor máximo foi estabelecido em 20,2 %. Já no crédito automóvel, a locação financeira ou aluguer de longa duração de carros novos pode ter uma taxa máxima de 8,5 % enquanto em usados foi estabelecida em 9,8 %. Nos empréstimos para automóveis novos com «reserva de propriedade e outros» a taxa máxima fixa-se nos 12,3 % e nos usados em 16,1 %. Para cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, o limite fixa-se nos 34,1 %. O regime...

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Bancos restringem o crédito

No seu mais recente Boletim de Verão, o Banco de Portugal indica que os bancos vão ser ainda mais restritivos na concessão de créditos. Esta instituição, liderada por Carlos Costa diz que a recomendação a “desalavancagem gradual e ordenada" com o objectivo de não comprometer o financiamento da economia. Nessa óptica, tem aconselhado a indústria a "privilegiar a alienação de activos não estratégicos e a captação de fontes de financiamento estáveis". Os depósitos de clientes são a solução, embora a subida da remuneração do dinheiro esteja a ser contida. A taxa média dos depósitos em Maio atingiu os 3,54%, de acordo com o BdP. O BdP recomendou cuidado na oferta de remunerações que não fragilizem os balanços dos bancos e, em declarações recentes à Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, afirmava ainda que a prática de juros elevados nos depósitos poderia "fragilizar" os bancos no futuro. A...

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Empresas cobram juros à margem da lei

O ponto de saturação dos mercados está cada vez mais próximo e a última “farpa” das agências norte-americanas de rating agravou a situação para os cidadãos portugueses, para os quais ficará ainda mais difícil a obtenção de crédito (para quem os pretende) e implicará eventualmente um novo aumento muito considerável do custo daqueles que já se encontram activos. Embora a autoridade máxima do sector em Portugal, o Banco de Portugal (BdP), tenha em Janeiro passado decidido colocar limites máximos à Taxa Anual Efectiva Global (TAEG) aplicável em cada um dos géneros de empréstimos praticadas pelas instituições financeiras em território luso, começa a surgir a pressão destas empresas para que sejam revistas em alta aquelas barreiras. No entanto, algumas entidades já estão actualmente a desrespeitar a medida do BdP, o que significa a prática de um crime cujas penalizações podem ser fatais não só para a reputação dos perpetradores como para a imagem...

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Queda brusca na concessão de crédito

Bancos e entidades credoras mantêm a grande restrição ao crédito, sobretudo concedido às famílias, como se pode constatar no relatório do Banco de Portugal (BdP) divulgado hoje, no mesmo dia em que a instituição defendeu que o acordo do empréstimo ao país terá um “impacto económico e social substancial”. Apesar de as dificuldades maiores ainda estarem para chegar com as muitas medidas de austeridade impostas pela estratégia da “troika” para a nação, as empresas de concessão de empréstimos já começam a tentar prevenir eventuais problemas futuros, diminuindo de forma acentuada a aprovação de financiamento a privados. Entre Fevereiro e Março, o montante concedido tombou 120 milhões de euros, para os 141.750 milhões globais, uma considerável baixa no sector e uma das maiores dos últimos meses. O contributo máximo para a queda da atribuição de crédito foi registado no consumo (-153 milhões), seguido pelas finalidades “não definidas” (-10 milhões). No entanto, as famílias...

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Supervisão do BdP alargada aos mediadores de crédito

Com a actualização do PEC, o governo anunciou que pretende alargar a supervisão do Banco de Portugal aos mediadores de crédito. Esta decisão abrange a oferta de empréstimos no comércio automóvel e grande retalho. O Executivo lembra que “a mediação do crédito compreende desde a simples prospecção e promoção até ao aconselhamento na contratação ou renegociação de produtos bancários, passando pela apresentação de ofertas de crédito pelos próprios fornecedores de bens e serviços (habitualmente designados por “pontos de venda”, muito presentes no comércio automóvel e no grande retalho)”. Neste âmbito, o Governo quer também reforçar a supervisão macro e micro-prudencial no que respeita à concessão de crédito por parte das instituições bancárias. O que passa por "exigir às instituições financeiras uma política de concessão de crédito responsável, introduzindo mecanismos que garantam o controlo, por parte dos bancos, da sua exposição agregada ao risco de crédito dos seus clientes". O Executivo admite a...

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Bancos disparam na subida de comissões

As instituições bancárias continuam a restringir o acesso ao crédito para diminuírem os números do malparado, presentemente no recorde de 8.23 por cento no computo geral, mas a partir de Abril os clientes vão sofrer agravamentos em todos os serviços prestados por aquelas entidades, desde o financiamento específico aos cartões de crédito, além das contas correntes, cuja taxação também deverá subir dentro de duas semanas. O próximo aumento de custos irá produzir efeitos directos e imediatos no crédito ao consumo, actualmente o terceiro mais elevado de toda a Zona Euro, uma consequência da crise global e total desequilíbrio das contas públicas, os dois verdadeiros motivos que estão na base do receio dos investidores internacionais, os principais financiadores dos empréstimos a entidades nacionais, nas quais se inclui o Estado e os bancos. A notícia de que as instituições serão livres de impor actualizações aos seus contratos foi divulgada na passada quarta-feira, dia 14,...

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