Saiba detectar burlas no crédito pessoal

Actualmente existe uma panóplia de alternativas dedicadas aos empréstimos individuais, tal como nos demais ramos desta categoria, mas por muito bom que isso seja há também o lado negativo da questão, ou seja, as tentativas de falcatruas que eventualmente podem surgir num momento de crise semelhante ao que se vive hoje em dia. Assim, manter o olho aberto para se evitar cair num desses esquemas é fundamental, pelo que frisamos no corrente artigo três dicas para que saiba detectar burlas no crédito pessoal.

1. Não ceda dados pessoais em situações de dúvida
Qualquer entidade credível irá solicitar-lhe que faculte informações necessárias à avaliação e validação do contrato, no entanto, tais elementos devem ser fornecidos através de correio ou de forma presencial junto de representantes autorizados das empresas. Nunca exponha dados pessoais via telefone ou internet, sobretudo os mais delicados como o número de identificação fiscal (NIF), número de bilhete de identidade (BI) e cartão do cidadão (CC), nem tão pouco a sua morada ou componentes relativas à sua conta bancária (NIB, titular, etc…).

Mesmo as instituições a operarem nos meios directos (telefone e internet) têm de possuir um acordo assinado para conceder um crédito pessoal, logo, terá de receber o documento para o ler, assinar e posteriormente enviar. Caso o processo não decorra da forma descrita é melhor desconfiar, confirmar a sua legitimidade e contactar entidades reguladoras como o Banco de Portugal (BdP) a fim de verificar e/ou denunciar possíveis fraudes descobertas.

2. Suspeite de mensagens ou contactos promocionais
É cada vez mais habitual empresas entrarem em contacto com potenciais clientes através do telefone, email e, inclusive, correio tradicional, na sequência do acesso a informações obtidas por vias legais (inscrições em sites ou créditos anteriores) e outras não tanto (dados comprados a terceiros ou captados através de meios ilícitos). Nesse sentido, duvide antes de tudo por uma questão de segurança e em circunstância alguma abra hiperligações ou responda facultando elementos como os referidos no ponto anterior. Se a oferta lhe agradar procure fontes fidedignas com vista a comprovar a sua autenticidade e a idoneidade da entidade que a disponibiliza aos consumidores.

3. Nunca adiante pagamentos antes de receber o financiamento
Um dos principais alertas de fraude diz respeito à liquidação prévia de mensalidades ou de “sinais” para iniciar a avaliação do seu processo. É estritamente proibida uma exigência desta natureza em qualquer empréstimo realizado por instituições com actividade legal em Portugal, seja de ramo forem (financeiro ou bancário). O cliente não é obrigado a pagar montante nenhum antes de assinar o contrato, incluindo prestações “comprobatórias” (ou qualquer outra designação que lhe atribuam) ou demais encargos, sendo o reembolso dos valores recebidos encetado em data pré-definida mas só depois de transferida a quantia solicitada para a conta bancária facultada. Portanto, cuidado! Não caia no conto do vigário.

Deixe uma resposta