Diferença entre TANB e TAE

Embora sejam assaz diferentes, a Taxa Anual Nominal Bruta e Taxa Anual Efectiva (TAE) são frequentemente confundidas e nem sempre há uma clara noção do que ambas implicam, menos ainda daquilo que as distingue na realidade. Contudo, passaremos em seguida a explicar o seu conteúdo e efeitos, que não são de natureza incompreensível, pois umas breves leituras são suficientes para se interiorizarem os devidos aspectos. Começando pelo que de igual têm, salta à vista o facto de TANB e TAE serem as duas de tributação bruta e anual, coincidindo também no sentido em que se referem sempre à remuneração do capital, apesar de tal acontecer através de meios distintos. Poder-se-ia considerar que são mais custos do mesmo, mas essa não é a realidade, porque embora se apliquem em campos semelhantes, contemplam finalidades divergentes. No que às diferenças diz respeito, apenas uma linha é particular, neste caso pela TAE incluir a possibilidade de...

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Taxa Anual Nominal Bruta (TANB)

Como é do conhecimento geral, cada produto financeiro tem um considerável número de taxas que lhe são aplicadas, a maioria das quais resultantes de conceitos complexos mas compreensíveis, tal como acontece na expressão em destaque no presente artigo, a Taxa Anual Nominal Bruta (TANB), um dos custos imputados em determinados serviços bancários. A parafernália de vocábulos refere-se à remuneração de uma dada aplicação oferecida a terceiros sob a forma de crédito. No fundo é um valor anual que acresce à importância de liquidação paga no decorrer dos 12 meses que antecedem a sua cobrança, podendo a respectiva percentagem estar ou não directamente associada ao período pelo qual foi solicitada a ajuda monetária. Esta agravante de comissão bancária encontra-se categorizada no plano das mais-valias brutas, sendo, portanto, uma quantia salvaguardada pelas instituições credoras, estando garantida através da retenção de impostos feita à partida. Assim, funciona muitas vezes como o trunfo de maior relevo...

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Cuidado com os empréstimos rápidos

A pressa é inimiga de uma boa escolha de crédito, alertou este sábado a Deco depois de analisar nove produtos de quatro entidades financeiras (IFIC) e concluir que cobram taxas entre os 20 por cento e os 30 por cento para emprestar 2.000 euros. O alerta é publicado na última edição da publicação Dinheiro & Direitos daquela associação de defesa dos consumidores (Deco), depois de ter analisado em Abril as condições oferecidas por 13 sociedades financeiras de aquisição a crédito (SFAC), através da informação disponibilizada nos sites, uma vez que só obteve três respostas: do BPN Crédito, a informar que não comercializava, da Cetelem (BNP Paribas) e da Oney. A associação aconselha ainda a: “Pense duas vezes antes de contratar um empréstimo rápido”, alertando que mesmo as taxas mais baixas, que variam entre os 15 e os 22 por cento para créditos pessoais de cinco mil euros a pagar em 24 meses,...

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O que é o crédito pessoal?

Recorrer ao financiamento bancário tornou-se (mais do que) um hábito nas sociedades ditas desenvolvidas a tal ponto que se banalizou. Contudo, isso não significa que sejam conhecidos os termos ou o que significam e muito menos o que podem implicar a curto, médio ou longo prazo. E porque só um cidadão informado pode decidir sem quaisquer dúvidas relativamente aos esforços a realizar no futuro, convém esclarecer os aspectos que geram dúvidas no que àquele dizem respeito. Em poucas palavras, pode definir-se o crédito pessoal como um serviço bancário que se contrata a uma entidade autorizada e dirigido à compra de bens de consumo ou outros produtos, incluindo a aquisição de residência permanente, embora para este exista um crédito específico à habitação. Porém, sendo o conceito mais vasto do que o enunciado, torna-se crucial que se avancem outros dados relativos a este género de financiamentos em concreto. Finalidades do crédito pessoal Como compreensível...

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Bancos agravam novamente os spreads

A actual incerteza política e a recente desconfiança da “troika” quanto à capacidade de Portugal conseguir pagar o empréstimo aprovado - dúvida suscitada após o fracasso em território grego e as notícias pouco animadoras vindas da Irlanda – serviram de “desculpa” para os bancos com actividade no país voltarem a actualizar as percentagens cobradas pelos seus créditos à habitação, agora para um dos índices mais elevados desde que há registo. O novo acto de “gestão preventiva” daquelas empresas agravou o spread médio em dois por cento, numa manobra que aumenta consideravelmente os custos para os clientes (e consequentemente o retorno para os bancos), aos quais chegam a ser cobrados mais de 150 por cento dos encargos relativamente aos imputados antes de 2008. Foi durante este período anterior à crise que os interesses mínimos se encontravam situados entre os 0.25 e 0.50 por cento, uma situação bem diferente da registada hoje em...

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Queda brusca na concessão de crédito

Bancos e entidades credoras mantêm a grande restrição ao crédito, sobretudo concedido às famílias, como se pode constatar no relatório do Banco de Portugal (BdP) divulgado hoje, no mesmo dia em que a instituição defendeu que o acordo do empréstimo ao país terá um “impacto económico e social substancial”. Apesar de as dificuldades maiores ainda estarem para chegar com as muitas medidas de austeridade impostas pela estratégia da “troika” para a nação, as empresas de concessão de empréstimos já começam a tentar prevenir eventuais problemas futuros, diminuindo de forma acentuada a aprovação de financiamento a privados. Entre Fevereiro e Março, o montante concedido tombou 120 milhões de euros, para os 141.750 milhões globais, uma considerável baixa no sector e uma das maiores dos últimos meses. O contributo máximo para a queda da atribuição de crédito foi registado no consumo (-153 milhões), seguido pelas finalidades “não definidas” (-10 milhões). No entanto, as famílias...

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