Os prós e contras da taxa fixa no crédito pessoal

A modalidade do crédito pessoal a taxa fixa começa agora a ganhar força em Portugal, com os cidadãos nacionais a considerarem mais regularmente esta alternativa em detrimento do crédito pessoal a taxa variável, a mais solicitado há alguns anos atrás. O crescimento do presente tipo de tributação impõe assim necessidade de conhecer mais profundamente o que está verdadeiramente por detrás deste género específico de crédito, nomeadamente as vantagens e desvantagens inerentes a estas circunstâncias exclusivas de financiamento complementar.

A particularidade que torna a taxa fixa uma alternativa de maior estabilidade, reside no facto de a prestação se manter inalterada ao longo de todo o contrato, mas que em contrapartida tem uma penalização por amortização maior do que a taxa variável, já que a primeira pode ir até 0.5 por cento, enquanto a segunda poderá chegar aos dois pontos percentuais, o que representa uma variação considerável na despesa final imputada ao cliente.

No momento da escolha do tipo de taxa a seguir, há ainda que considerar um outro aspecto supra-relevante: o valor da taxa fixa é determinado nas 24 horas que antecedem a escritura. Esta realidade significa um risco grande de negação do mesmo, pois a distância temporal entre a escritura e a aprovação pode ser demasiada, o que causará uma inadequação da mensalidade proposta, podendo eventualmente leva ao cancelamento do início da efectivação do acordo.

Um ponto em que taxa fixa e variável convergem, diz respeito ao spread para o crédito à habitação, uma vez que geralmente não há distinção entre aquele que é imposto a cada uma das modalidades tributárias. Desta forma, aquela é menos uma inconstante a considerar, porque não afectará o positivismo ou negativismo de nenhuma das hipóteses que estão em “jogo”. Esta informação é sobretudo relevante para quem pretende usar o crédito pessoal para financiar a compra de casa, dado que todas as possibilidades devem ser ponderadas para qualquer propósito, mesmo não estando a elas destinadas, uma vez que o mais importante é obter o negócio mais vantajoso para a situação económica e financeira em que se está no momento do pedido de crédito.

Recuperando o que há de bom e mau numa taxa fixa, para quem não pretende surpresas desagradáveis no futuro, a primeira opção é sem dúvida a mais indicada, pois estabelece uma quantia que não pode ser alterada. Esta é uma segurança que não passa em claro com a actual instabilidade dos mercados, cuja previsibilidade é crescentemente menor. Por isso, e de forma a estar garantida um prestação sempre igual, nada melhor que enveredar por uma taxa fixa, ainda que esta seja mais elevada se a situação financeira de Portugal se mantiver, mas que será uma grande mais-valia de poupança caso a flutuação dos preços se agrave com o passar dos meses. A decisão final depende somente daquilo que em que está disposto a arriscar.

1 Comentário em “Os prós e contras da taxa fixa no crédito pessoal”

  1. O lado positivo da taxa variável
    27 Julho, 2010 - 3:27 pm

    [...] tributação nunca podem ter sanções superiores a 0.5 por cento, enquanto os detentores de taxa fixa podem pagar até dois pontos [...]


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