O que é o crédito pessoal?

Recorrer ao financiamento bancário tornou-se (mais do que) um hábito nas sociedades ditas desenvolvidas a tal ponto que se banalizou. Contudo, isso não significa que sejam conhecidos os termos ou o que significam e muito menos o que podem implicar a curto, médio ou longo prazo. E porque só um cidadão informado pode decidir sem quaisquer dúvidas relativamente aos esforços a realizar no futuro, convém esclarecer os aspectos que geram dúvidas no que àquele dizem respeito.

Em poucas palavras, pode definir-se o crédito pessoal como um serviço bancário que se contrata a uma entidade autorizada e dirigido à compra de bens de consumo ou outros produtos, incluindo a aquisição de residência permanente, embora para este exista um crédito específico à habitação. Porém, sendo o conceito mais vasto do que o enunciado, torna-se crucial que se avancem outros dados relativos a este género de financiamentos em concreto.

Finalidades do crédito pessoal
Como compreensível pela própria expressão, o crédito pessoal destina-se a fins privados e não empresariais ou institucionais, apesar de actualmente a sua aplicação abranger de certa forma outros clientes não individuais, tendo como condição ser concedido para uso livre, isto é, para objectivos que não se encontrem abrangidos pelos demais créditos à disposição no mercado.

Esta “ajuda” financeira é na verdade um empréstimo que se contrai e tem de ser devolvido ao credor num período de tempo pré-acordado entre ambas as partes (com os devidos juros acrescidos), pois o montante não é oferecido, mas facultado em troca de um determinado valor anexado à mensalidade base que corresponde verdadeiramente à importância solicitada.

Garantias necessárias no crédito pessoal
À semelhança de qualquer produto bancário, o crédito pessoal só é aprovado mediante a apresentação de um conjunto de garantias que assegurem ao credor que o titular do contrato pagará no tempo estipulado as prestações que lhe serão imputadas consoante a quantia demandada.

De entre as garantias exigidas, casa, propriedades imóveis ou carros são as cauções mais vulgarmente empenhadas, as quais serão penhoradas caso o cliente passe a devedor na ausência de pagamentos. Outra possibilidade é conseguir um fiador, ou seja, uma pessoa que será responsável por liquidar ao financiador todo o valor restante que não tenha sido reembolsado pelo outorgante principal do acordo.

Pressupostos do crédito pessoal
Em primeiro lugar deve ser realçado o facto de que é ilegal a concessão deste género de financiamentos por empresas não autorizadas. Apenas entidades reconhecidas o podem fazer. Se essa regra não for respeitada, as autoridades nada poderão realizar, a não ser a denúncia de actividade ilícita e a abertura do respectivo processo judicial.

Quanto aos prazos de pagamento, a divisão inclui o parcelamento de um a 24 meses (ou mais, em ocorrências excepcionais), dependendo o período exacto de cada caso, não apenas do montante solicitado mas também e sobretudo das garantias dadas na hora de assinar o contrato final. Por isso, tenha muito cuidado ao subscrever um crédito pessoal, uma vez que essa deve ser a derradeira alternativa e não o colete de salvação para qualquer necessidade, por mais supérflua que seja.

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