Importância do Seguro de Crédito em tempo de crise
Mai 26, 2010 Informação
Num clima de crise económica, todas as empresas procuram garantias aquando da venda de um determinado produto ou serviço, e as entidades credoras não são excepção. Com o mercado muito volátil às alterações da imprevisibilidade financeira e as dificuldades económicas dos cidadãos a agravarem-se, agora, mais do que nunca, as instituições que têm na concessão de crédito um ramo de actividade, recorrem de forma crescente ao chamado seguro de crédito.
Em traços largos, um seguro de crédito é uma ferramenta que permite aos credores assegurarem que parte da dívida que não seja paga pelos seus clientes, quer seja por mora ou insolvência, é recuperada devidamente. No fundo, a própria designação desta ferramenta diz tudo, é um seguro para o crédito e que tem nessa a sua única finalidade.
Hoje em dia, com a expansão dos mercados, as empresas procuram cada vez mais alargar fronteiras e assentar negócios em outros países, muitos deles com uma economia ainda muito “jovem” e, por isso mesmo, menos consolidada. É aqui que entram os seguros de crédito, que são uma espécie de incentivo a estes investimentos mais arriscados, uma vez que permitem alguma margem de manobra a quem aposta nestas estratégias e, consequentemente, uma maior segurança, embora que parcial. Ainda assim, são indubitavelmente um estímulo, funcionando simultaneamente como um elemento de gestão crucial.
Segundo os últimos dados divulgados pela Associação Portuguesa de Seguros (APS), e referentes a 2008, mais de 3700 empresas nacionais recorreram aos seguros de crédito. Na prática, perto de 250 mil entidades procuraram reduzir as consequências inerentes ao incumprimento dos seus clientes. Olhando para o universo de 300 mil Pequenas e Médias Empresas, estes números significam que mais de 75 por cento das PME’s usufruíram daqueles seguros, o que para uma grande maioria acabou por ser a salvação de uma eventual falência anunciada.
O papel dos seguros de crédito não foi somente importante em Portugal, mas em economias por todo o mundo. Esta ideia foi sublinhada recentemente pela principal associação de seguradoras de crédito e fianças do mundo, a ICISA (International Credit Insurance & Surety Association), que demonstrou esse facto com estatísticas reveladoras de que foram garantidos cerca de 1.8 triliões de euros neste período de crise. Isto aconteceu numa “boa altura”, já que o incumprimento dos clientes das empresas asseguradas ultrapassou os 84 por cento, mais de metade do que em tempos pré-crise. Ou seja, o escape da bancarrota de algumas entidades foi mesmo o seguro efectuado.
Embora as seguradoras de crédito tenham conseguido “suportar” as finanças de várias empresas face a dificuldades de estas em receberem de quem lhes é devido, aquelas têm agora de estar cada vez mais direccionadas para apoiar instituições que pretendam investir no estrangeiro, em mercados menos estáveis. A boa prestação das seguradoras foi provada com o excelente desempenho numa má conjuntura económica, resta agora passar neste novo desafio de a
judar a ultrapassar o risco de apostar no “desconhecido”.


Deixe uma resposta