Exija o que pagou a mais com o arredondamento das taxas de juro
Set 24, 2008 Informação
Em Julho do presente ano (2008), o Estado através da Procuradoria Geral da República veio forçar os Bancos a pagar o que indevidamente cobrou em juros desde Janeiro de 2007. Apesar de ser ilegal, os Bancos continuaram a efectuar arredondamentos impróprios e prejudiciais ao consumidor. Recorrendo a cláusulas contratuais ilegais, os clientes foram levados a pagar quantias mais elevadas do que aquelas que deveriam.
A DECO (Associação para a defesa do consumidor) levou a cabo uma campanha de informação de forma a pressionar a decisão da PGR (Procuradoria-Geral da República). Em Julho foi publicada uma directiva que força os bancos a pagarem o que indevidamente cobraram. No entanto, tem de partir do consumidor a acção de apuramento do valor pago indevidamente. Por isso, se entre Janeiro de 2007 e a actualidade teve empréstimos bancários, chegou a altura de se munir de informação e se dirigir ao seu banco de forma a receber o extorno do valor pago a mais.
Através do site da DECO Proteste, poderá fazer o download de um documento para poder apresentar formalmente a reclamação. Deverá levar consigo também a seguinte informação:
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• Data e duração do contrato;
• Montante do crédito;
• Duração do período de carência, se aplicável;
• Diferimento de capital, se aplicável;
• Indexante (por exemplo, Euribor a 3 meses, Lisbor a 6 meses) e forma de cálculo (por exemplo, média aritmética dos últimos 12 meses);
• Spread;
• Arredondamento (por exemplo, um quarto de ponto percentual, um oitavo de ponto percentual) e momento em que é feito (antes ou depois da adição do spread);
• Prestação inicial;
• Periodicidade de pagamento das prestações;
• Data do fim do contrato, caso já tenha terminado.
Desde há muito tempo que nos habituámos à posição privilegiada e superior das entidades bancárias. Pela primeira vez é feito uma acção publicamente visível de forma a penalizar as práticas menos próprias que estas instituições utilizam para levar mais um pouco aos consumidores. Vivemos numa altura complicada em que as pessoas estão muito endividadas. E apesar dessa condição, as instituições bancárias, a bem dos seus lucros pessoais, continuam práticas prejudiciais a quem a eles recorre.
No entanto, esta acção tem de partir do consumidor. Não há qualquer tipo de apuramento automático do valor pago a mais cabendo a cada um dos clientes a missão de se dirigir à sua entidade bancária e pedir de volta o que foi cobrado a mais. Obviamente que a missão de devolver o valor pago a mais foi dificultada, mas a DECO publicou toda a informação necessária para cada um dos consumidores saber exactamente que passos a tomar e que informação reunir de forma a que a sua situação seja resolvida o mais rapidamente possível.
Por isso junte a informação toda necessária e dirija-se à sua entidade bancária o mais rapidamente possível.
Setembro 26th, 2008 at 12:11 am
A Deco está a prestar um excelente serviço público.