Empréstimos particulares – CUIDADO!

Ultimamente são muitos os anúncios que se podem ver na internet sobre créditos entre particulares. Normalmente estes anúncios mostram pessoas que estão dispostas a emprestar muito dinheiro e em que pedem poucas garantias. Como muita gente que recorre a este tipo de empréstimos tem o nome no Banco de Portugal ou não pode já recorrer ao crédito nas instituições financeiras, tentam esta derradeira hipótese.

Mas cuidado, a maior parte desses anúncios são burlas. Muitas das pessoas por trás destes anúncios só querem enganar e nunca chegam a emprestar dinheiro. Muitos dos anunciantes nem se quer se encontram em Portugal.

Se está com problemas financeiros, não procure meter-se em mais e tenha muito cuidado com este tipo de anúncios.

Mesmo para os empréstimos entre particulares há regras!
A grande maioria dos empréstimos entre particulares fazem-se em família ou entre amigos. Empresta-se dinheiro a alguém de conhecido ou amigo, com quem se tem confiança.

Um familiar ou amigo pode, por vezes, substituir o banco, emprestando dinheiro para pagar os estudos, um carro ou um investimento qualquer. Os contratos de mútuo permitem definir prazos, montantes, formas de pagamento e juros. Também dispensam certas formalidades e custos, como no crédito ao consumo, o qual exige uma garantia, além de despesas processuais e portes.

Contrato
O contrato escrito e assinado por quem recebe o dinheiro só é obrigatório para valores entre os 2.500 e os 25 mil euros. Mesmo abaixo dos 2.500 euros, é preferível um documento escrito, para evitar problemas ou resolvê-los mais facilmente em tribunal. E, se as assinaturas forem reconhecidas em notário (cerca de 11 euros por cada), o documento terá mais força. Quando o empréstimo é superior a 25 mil euros, há que fazer escritura pública, que, num notário público, custa 142 euros e, num privado, varia entre 115,51 e 192,04 euros.

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