Crédito malparado atinge máximos de 1998
Set 21, 2009 NotÃcias
O crédito malparado continua a aumentar em Portugal. Em Julho atingiu máximos do final da década de 90, com o incumprimento no crédito à habitação em nÃveis recorde, revelando a incapacidade das famÃlias em suportar os custos com os imóveis. Ao mesmo tempo, a concessão de crédito regista um forte abrandamento.
De acordo com os dados do Boletim Estatistico hoje divulgados pelo Banco de Portugal, as famÃlias portuguesas deviam, em Julho, um total de 3,6 mil milhões de euros à banca, o que representa 2,72% do volume de empréstimos concedidos. Ou seja, o peso do crédito malparado já supera os 2,5% e atingiu o nÃvel mais elevado desde Outubro de 1998.
A contribuir para esta evolução estiveram todos os segmentos.
Na habitação, o peso do malparado tocou nos 1,70%, um valor nunca antes observado. Mas não é só com a habitação que os portugueses estão a ter dificuldades em cumprir os pagamentos à banca. Aliás este é mesmo o segmento onde o peso do malparado é menor, até porque este é o último bem que uma famÃlia deixa de pagar o crédito associado.
No crédito ao consumo, as famÃlias portuguesas devem já 6,72% do total dos empréstimos concedidos pelas entidades financeiras. Este é também o valor mais elevado desde que Banco de Portugal começou a compilar os dados (1997).
Ao mesmo tempo que o incumprimento aumenta, a concessão de crédito abranda. A taxa de variação homóloga dos empréstimos à habitação fixou-se nos 1,3%, em Julho, o nÃvel mais baixo desde 2004. Uma prova da dificuldade em conseguir actualmente um empréstimo junto das instituições bancárias.
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