Consolidação de créditos - quando é aconselhável fazer?
Set 25, 2008 Informação
É um facto notório que vivemos tempos endividados. O acesso ao crédito tornou-se cada vez mais simples e directo. De forma que praticamente em qualquer sítio podemos aceder a soluções de crédito com mais ou menos burocracia. Por vezes, até mesmo sem burocracia praticamente nenhuma. Desde os supermercados e os seus cartões de fidelização e crédito até a clínicas dentárias e estéticas, há créditos para todos os gostos. Podemos comprar o que quisermos e ter logo ali ao lado, uma forma de pedirmos dinheiro para proceder ao pagamento. Habitualmente não se fala do montante total que se paga. Apenas a mensalidade e quanto tempo iremos pagar. E, cegos com o que estamos quase a comprar, nem fazemos as nossas contas.
Frequentes são as pessoas que se deixam levar por esta onda de facilitismo e se veêm em situações complicadas. Não pelo valor individual das prestações de cada crédito, mas sim por todo um acumular de pequenas prestações. Basta alguma coisa perturbar o equilibro financeiro do agregado para que um acumular de 5 ou 6 pequenos créditos se tornem simplesmente, demasiados. Os bancos nos seus departamentos de recuperação de crédito, estão cheios de ocorrências de 20, 30 ou 40 euros. Não pelo valor mas porque muitas vezes são mais 20 ou 30 euros a acumular a uma lista de mais 5 ou 6 prestações de 20 ou 30 euros.
Então, as instituições financeiras criaram produtos que intitularam produtos de crédito consolidado. Na prática o que são estes produtos? Estes produtos são basicamente um financiamento que uma instituição bancária concede de forma a comprar todos os créditos espalhados e converter numa única prestação, de prazo mais alargado. Isto é, tornamos todos os nossos pequenos créditos de 20 ou 30 euros que somam 200 ou 250 euros mensais nos proximos 12 meses e tornamos num único crédito com 120 euros mensais nos proximos 4 anos. Se fizermos as nossas contas, com os actuais créditos iriamos pagar (250 x 12 = 3000) e assim vamos pagar (120 x 48 = 5760). Pelo mesmo capital investido. Obviamente que a diferença será juros e lucro directo da instituição bancária que nos fornece o crédito consolidado.
No entando, para uma situação de sobre-endividamento, este poderá o preço certo e justo a pagar para nos livrarmos de uma situação complicada e incapacitante. Pelo menos conseguimos livrar-nos de um acumular de situações. Estes produtos são pensados exactamente nas situações de sobre-endividamento e em que não há mais soluções. É preciso também ter atenção a eventuais processos de contencioso que possam estar a correr. Esses processos normalmente têm custos de manutenção acessórios que vão acentuar o montante em dívida. Verifique todas estas situações antes de contratar o crédito consolidado por forma a saber exactamente o que vai pedir.
O que é extremamente necessário é validarmos BEM se conseguimos estar à altura de cumprirmos com o contratado no crédito consolidado. Para que não nos livremos de um problema e nos venhamos a meter num ainda maior. Mas esta é um produto que alivia a carga mensal das famílias e pode ser aquela ajudinha que muitas famílias estavam à espera.
Tags: crédito consolidado
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