Condições e custos de amortizar um crédito

Hoje em dia todos os cêntimos contam para manter o orçamento controlado. Por isso, há cada vez mais pessoas a imprimirem esforços no sentido de baixarem os custos associados a produtos ou serviços que tenham adquirido, entre os quais surgem desde logo os empréstimos, cuja principal via da redução de mensalidades passa pela amortização do montante em dívida. No entanto, esta operação implica alguns cuidados e tem naturalmente características próprias a serem respeitadas, incluindo, mas não se limitando, às seguintes três:

1. Condições de amortização do crédito
Os contractos têm de referir obrigatória, clara e detalhadamente as circunstâncias necessárias para amortizar os financiamentos subscritos na cópia entregue ao cliente. Porém, cabe a este a responsabilidade de verificar, antes de firmado o acordo, se as comissões e/ou penalizações eventualmente aplicadas são legítimas, algo que poderá conferir através de uma consulta às secções informativas do Banco de Portugal (BdP) dedicadas ao género de empréstimo sobre o qual deseja confirmar tais dados ou contactando directamente a instituição, colocando-lhe as questões específicas que tenha acerca do processo em si.

2. Aviso e prazo de amortização do crédito
Regra geral terá de avisar o credor da vontade em amortizar o financiamento com cinco a 30 dias úteis de antecedência ou, nas situações de entrega da quantia remanescente em dívida, 10 a 15 dias antes de materializar a transferência dos fundos. Esses requisitos estão dependentes não só da entidade financiadora como também do capital em falta para o total reembolso e a verba de amortização, havendo, portanto, uma indispensabilidade de saber os pormenores do contracto assinado, conhecimento que deve ter sido adquirido previamente à sua subscrição.

3. Penalizações de amortizar o crédito
As penalizações de amortização nunca podem ultrapassar o valor dos juros não vencidos. No que toca aos limites máximos de penalização, as percentagens oscilam anualmente, pelo que deve procurar informar-se na altura em que pretenda avançar com a operação, sendo que pode esperar cobranças máximas a rondar os 2% no crédito à habitação e os 0,5% no crédito pessoal e ao consumidor, orbitando os custos dos demais empréstimos em torno destas quotas, usualmente não excedidas além de um por cento.

Avalie o seu caso acima de tudo
Se presentemente detém um financiamento pondere amortizar o capital em dívida assim que tenha ocasião de o realizar, já que ficará (porventura) a ganhar com essa acção. Faça um pedido de simulação ao seu credor e apure as condições de amortização a que está sujeito o contracto possuído, efectuando então uma comparação entre manter as coisas tal como estão ou adiantar a entrega de um montante adicional neste momento. Confirme as vantagens e desvantagens de o executar mas não se esqueça de precaver o futuro, por isso, não vá para a frente se o custo/benefício for diminuto ou representar um eventual risco, dado que pode vir a necessitar da quantia adiantada para enfrentar uma contingência da vida. Pense bem e decida ainda melhor.

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