Como ser um bom cliente de crédito?
Jun 10, 2010 Opiniões
São já vários os milhares de portugueses que não conseguiram cumprir prazos de pagamento de dívidas e, por isso mesmo, viram os seus limites de crédito amputados pelas entidades credoras, pois estas tomaram conhecimento (a que têm direito) de que o cliente em causa já tinha, por um motivo ou outro (não é especificado), deixado de cumprir a liquidação de valores num momento prévio.
Embora não seja fácil, há sempre forma de conseguir dar a volta à situação e “limpar” o nome junto do Banco de Portugal (BdP), que é a instituição a quem se recorre para saber se uma determinada pessoa efectua devidamente o pagamento dos valores de que usufruiu em situações de crédito. Nesse sentido, explicamos em seguida três métodos para conseguir evitar que o nosso nome entre para a “lista negra” do BdP.
1. Ter um bom histórico de pagamentos é um passo crucial para que se obtenha sempre as melhores respostas por parte das empresas de crédito. No entanto, nem sempre isso é possível, podendo a situação ser agravada por um acontecimento imprevisto. Se esse for o caso, a atitude certa a tomar é informar o credor de que se tem dificuldade em pagar as mensalidades, procurando estabelecer um plano de liquidação que beneficie ambas as partes. Esta acção demonstra responsabilidade nos seus compromissos, o que é muito validado pelas empresas de concessão daquele género de financiamentos.
2. Use o crédito com margem de manobra, deixando sempre um valor que deverá ser superior a 60/70 por cento da verba total de crédito que pode utilizar. Assim, nunca atingirá o máximo da quantia que o crédito lhe é permitido utilizar, ficando este valor como resguardo para que possa inclusivamente liquidar algumas prestações, se for caso disso. Portanto, não se iluda pelos bons plafonds dos cartões de crédito e usufrua de um máximo de 30 por cento da importância que estes lhe facultam pois, caso contrário, uma pequena contrariedade nas suas finanças pode acabar por lançá-lo numa espiral de problemas.
3. Não falhe as mensalidades, prevenindo sempre eventuais dificuldades através do resguardo da quantia necessária para os créditos logo no início de cada período. É importante ter em conta que todos os créditos que se tenham não ultrapassem mais de 35 por cento do orçamento mensal disponível, ou seja, já com a subtracção dos gastos em despesas correntes. Depois de assegurado os valores para estas necessidades quotidianas fixas, o montante para o crédito é o seguinte a colocar logo de parte. Quando estão garantidas estas duas parcelas, poderá considerar livre a importância restante, investindo uma parte desta sempre que lhe for possível, fazendo-a render.
Estas três acções não são muito complicadas de respeitar e já prevêem o que fazer numa eventual situação de asfixia financeira. Em conjunto, as tarefas enunciadas podem ser encaradas como uma espécie de guia elementar para ser um bom cliente de crédito, pois só quando as pessoas são responsáveis na execução dos seus compromissos é que voltam a ser consideradas, sem reservas, pelas entidades credoras, sempre que pretendam este género de financiamento.
Tags: crédito pessoal


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