Crise atinge confiança dos consumidores
Out 16, 2008 Informação
A DECO alerta para que não levante de forma impulsiva depósitos, nem resgate fundos ou seguros em fase da crise que se está a fazer sentir. Mesmo no pior cenário, mecanismos legais protegem o dinheiro investido.
Com a vaga de notícias sobre a instabilidade nos mercados, muitos consumidores têm questionado os serviços de informação financeira da DECO sobre os riscos que correm.
No entanto a DECO aconselha a que não entre em pânico. Há mecanismos legais que protegem os investimentos: o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), nos depósitos a prazo, e Sistema de Indemnização aos Investidores (SII), para acções e fundos.
A DECO também preparou um dossiê com a resposta às principais dúvidas dos consumidores para estes casos.
A busca de um empréstimo para o seu projecto
Out 2, 2008 Informação
Cada vez mais dependemos das entidades bancárias para o financiamento de projectos. O capital de risco está concentrado nestas entidades e poucas são as entidades não bancárias, de investimento ou individuais que se dedicam ao financiamento de projectos com capitais de risco. Entrar no mundo cinzento da banca e candidatarmo-nos a um capital de risco é muito mais complicado do que à partida parece. De facto, sem termos capital próprio, com a conjuntura actual torna-se virtualmente impossível obter capital de risco para o nosso projecto.
Tendo algum fundo de maneio, é necessário planear um investimento no planeamento da apresentação. É necessário sempre elaborar um business plan para nos candidatarmos ao empréstimo. E um business plan bem elaborado pode significar desembolsarmos alguns milhares de Euros. Um business plan sustenta a viabilidade de um projecto que ainda não existe. Mostra sem sombra de dúvida a progressão espectável e a análise face às actuais empresas a operar no nicho de mercado. Também tem uma projecção dos gastos, que vai servir de base para o cálculo do empréstimo a obter.
Mas “risco” é apenas um eufemismo, um nome que é preciso ter para caracterizar alguma coisa. Para nos candidatarmos a um destes empréstimos temos de provar exactamente que não há risco. Portugal é um dos países do mundo com menos taxa de risco, isto é, praticamente ninguém arrisca em ideias. E isso faz com que ideias fabulosas, autenticas máquinas de fazer dinheiro, ficam na gaveta sem ninguém com capacidade de investir nelas. Somos um país de ideias, de “desenrascados” que tradicionalmente são aqueles que vencem na vida. No entanto, é mais simples mudar de país e termos as “muletas” necessárias para iniciarmos o nosso projecto sob a forma de empréstimo.
Mas lentamente sentimos a tendência mudar. Investidores começam a apostar em ideias. Gigantes como a Sonae, PT, o empresário Berardo e mais alguns “key players” começam a injectar capital de risco em ideias mais ou menos radicais que, com o tempo, vão provando ser geniais. Exemplos destas são empresas como a Space Inovation, que se especializou na auditoria de aparelhagem aero-espacial, e que é líder de mercado. Outras empresas como a Alert – sistemas de informação hospitalar, tomam a dianteira mundial nos seus nichos. E para isso foram apenas necessárias três coisas: uma ideia, um nicho abandonado e capital de investimento.
Vai sendo altura dos detentores dos capitais de risco em Portugal de levantar a cabeça e olhar em volta. Associações como a ANJE devem começar a mexer-se e a actuar no campo para o qual foram criadas e não servirem as necessidades de alguns, muito poucos. Acho, convictamente, que chegou a altura de olhar para os projectos que por essas gavetas andam a ganhar pó e bolor, e de uma vez por todas começarmos mais um caminho das descobertas. Já tomamos o mundo comercialmente uma vez, pode ser que alguém acorde e se comece a tomar de novo, nos mares da nova tecnologia.
Tags: empréstimo, projecto
O cartão de crédito desde a sua origem até aos dias de hoje
Set 28, 2008 Informação
Hoje em dia existem centenas de cartões de crédito no mercado. Uns que se assumem como tal, outros que apresentam-se com máscaras para que pensemos que se trata de outra coisa. A verdade é que a nossa sociedade se baseia em crédito. E o rei desta monarquia é, sem dúvida, o cartão de crédito.
Já foi sinónimo de status social. Já foi considerado discriminatório. Agora é mais uma linha de crédito acessível a praticamente qualquer um. O cartão de crédito tem as suas origens nas gentes abastadas dos Estados Unidos. Um empresário, certo dia, estando numa viagem de negócios foi a um restaurante. Após ter almoçado principescamente, reparou não trazer a carteira. Pior, tinha ficado em casa, num estado distante. Um amigo dele estava presente e, sendo uma pessoa muito influente responsabilizou-se pelo pagamento da sua refeição. Mais, pegou num dos seus cartões de visita e nas costas escreveu e assinou de punho que se responsabilizaria por qualquer despesa que aquele seu amigo fizesse na cidade.
E assim foi. O empresário fez a sua vida, usando o cartão de visita como pagamento. O seu amigo cumpriu a sua parte no acordo e logo que voltou a sua casa, apressou-se a depositar em conta o que tinha usufriudo. A ideia ficou, e nasceu o cartão de crédito. Como os caminhos dos Estados Unidos estavam a ficar perigosos, assim evitavam viajar com dinheiro. Estando apenas munidos de cartões de visita assinados das diversas cidades onde iriam pernoitar.
Tempo já passou desde o cartão de visita assinado e agora o cartão de crédito é uma autentica instituição. Neste momento vivemos numa época onde os cartões verticais estão a substituir os cartões generalistas. As grandes superfícies emitem cartões (a que chamam de pagamento) que podem ser usados nas suas instalações. Papelarias, supermercados, gasolineiras, praticamente todas as grandes superfícies e entidades de grande consumo têm o seu cartão de “pagamento” com o respectivo plafond associado. Esse cartão é, por sua vez, gerido de perto por uma instituição bancária que gere o plafond, e procede à cobrança. Ao mesmo tempo, as superfícies conseguem ter perfis de utilizador de forma a criarem promoções e estratégias de venda adequadas à homegeniedade dos seus clientes.
Existem inclusivé cartões virtuais. Cartões com limite de utilização quer de valor quer temporal balizados para compras em ambientes de risco tal como a Internet. Estes cartões não têm representação física e apenas são um conjunto de números, normalmente apenas para serem utilizados numa única transacção e depois reciclados.
A verdade é que existem cartões para todas as utilizações que se consiga pensar. Os tradicionais, rectangulares e generalistas, ainda estão para ficar. A confortabilidade de ter uma linha de crédito dentro da carteira, com um pacote de serviços associados que vão desde seguros até descontos nos mais diversos sítios, continua a aliciar qualquer pessoa de qualquer extrato social.
O cartão está para ficar. Cada vez mais modular, mais diferente, mas de facto está enraizado nas nossas tradições e dúvido que alguma vez saia.
Tags: cartão de crédito