Atenção ao crédito para educação!
Set 4, 2010 Opiniões
Quando faltam apenas poucas semanas para o início em força do novo ano lectivo, alguns pais já fazem contas à vida para saber a real despesa que terão com tudo aquilo que é necessário comprar para manter os seus educandos nas escolas. Desde livros a material escolar diverso, há uma série de produtos cuja aquisição é indispensável, mas nem todos são propriamente acessíveis à carteira da maioria dos portugueses.
Os elevados custos com a educação têm sido um dos aspectos que o governo tem procurado alterar com a criação de consecutivas ajudas estatais além dos instituídos escalões de subsídio, tais como bolsas pontuais no princípio do ano e a oferta totalmente gratuita do cabaz escolar às famílias com maiores dificuldades. Porém, é ainda reduzido o número de agregados a beneficiar destes apoios mais extensos, não sendo, portanto, de estranhar, o crescendo de subscrições dos créditos bancários “regresso às aulas”, que nem sempre representam a melhor solução para fazer face aos encargos.
Os perigos que os financiamentos da banca acarretam têm vindo a ser destacados pela Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) em diversas comunicações. Contrariamente ao que se pensa à partida, esta entidade sublinha que crédito não é o caminho mais correcto para enfrentar as despesas que surgem no início do ano lectivo, sobretudo porque os juros cobrados são elevadíssimos e dariam para comprar outros tantos produtos.
Para quem se encontra com dificuldades em encontrar soluções para ultrapassar os elevados custos do material escolar, a DECO recomenda que se procurem familiares ou amigos que ainda possuam livros e acessórios que já não necessitem, sugerindo igualmente que se contactem as entidades camarárias locais ou instituições da zona de residência para esse efeito. Estas três opções são as mais viáveis e frequentemente resultam de forma positiva, pelo que nunca é demais verificar se essa situação poderá acontecer no seu caso.
Não obstante das dicas para ajudar a procurar soluções de contornar os custos da aquisição do cabaz educativo básico, aquela associação alerta também para o facto de que não é obrigatório adquirir os manuais escolares de apoio ao estudo, apenas os livros principais. Assim, frisa a DECO, é proibido que as papelarias se neguem a vendê-los individualmente, dado que não existe qualquer directiva do Ministério da Educação nesse sentido, salientou a entidade num dos artigos publicados na sua página oficial.
Para quem está com dificuldades em adquirir o material necessário para os seus educandos, a DECO aconselha a que seja feito um plano de contenção para meses de Setembro e Outubro, contemplando a quantia indispensável para liquidar os avultados gastos iniciais com a educação. Desta forma, será desnecessária a subscrição de um crédito para os suportar, já que isso poderia significar a entrada numa espiral onde o prejuízo é superior ao lucro, pois acaba por se “ganhar” mais uma despesa mensal, que permanece fixa ao longo dos vários meses de vigência do contrato.
Tags: educação


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