Alertas na hora de pedir crédito

O momento complicado que a economia atravessa tem causado graves problemas às famílias, que vivem actualmente um período de bastantes dificuldades para ultrapassar os obstáculos que se vão colocando no seu caminho ao longo do tempo. Por isso, é crescentemente necessário que se tenham em linha de conta alguns aspectos antes de recorrer à ajuda financeira mais solicitada pelos clientes às entidades bancárias, o crédito.

Em Portugal, à semelhança de tantos outros países desenvolvidos, há uma vasta multiplicidade de empresas de concessão de crédito, mas nem todas funcionam sob as mesmas directrizes. Portanto, é altamente aconselhável que se conheçam os traços principais, para que não se tenha dificuldades no pedido de crédito e se consigam as melhores vantagens.

Com o objectivo de chegar ao sucesso no caminho que conduz ao melhor negócio, enunciamos seguidamente alguns cuidados essenciais para atingir o mais adequado à sua carteira e às suas necessidades.

- Precisa mesmo do crédito? Subscrever este tipo de financiamento implica um esforço adicional no seu orçamento mensal, pelo que se deve avaliar com seriedade o quão imprescindível é contraí-lo na altura em que o solicita. Pese os prós e contras, bem como todas as consequências que podem decorrer daquele e eventuais problemas que pode enfrentar no futuro.

- Faça várias e diferentes simulações. Não se fique pela primeira simulação ou a mesma entidade. Usufrua dos simuladores e tire partido deles, realizando estimativas com a variação de prazos e condições disponíveis. Anote os consecutivos resultados e respectivo produto, para que mais tarde possa decidir qual o melhor para si.

- Cuidado com a TAEG e TAN. As comissões e taxas são o que fazem aumentar mais consideravelmente as prestações dos créditos, daí que seja crucial considerar a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG) e Taxa Anual Nominal (TAN), estudando a melhor hipótese para baixar o valor a pagar ao banco todos os meses e conseguir os mais vantajosos contratos. Assim, antes de assinar qualquer acordo, tome conhecimento deste ponto e o que pode concretizar para reduzir os custos por ele acarretados.

- Atenção às mensalidades baixas porque nem sempre estas são a alternativa mais indicada, uma vez que isso significa que terá necessariamente um período de contrato maior, logo, mais juros. Sempre que possível opte por um contrato com mensalidades mais elevadas, que lhe permitirá poupar bastante dinheiro, já que pagará taxas por menos tempo.

- Planos de amortização e as condições de a concretizar são essenciais. Saiba se lhe é possível efectuar esta acção, pois nem todas as entidades o permitem, mas é algo determinante, uma vez que é de assaz importância ir reduzindo, sempre que possível, o montante em dívida, atenuando assim o prazo durante o qual está “preso” a este.

Além dos conselhos acima referidos, fica ainda uma derradeira ajuda: o contrato tem de ser lido muito atentamente e não se deve sequer pensar em assiná-lo enquanto permanecerem dúvidas acerca dele. Sejam quais forem os pontos que não compreenda, nunca hesite na hora de firmar o acordo, e abstenha-se de o fazer enquanto se mantenham questões por esclarecer no que diz respeito às cláusulas contratuais, comissões, condições de actualização e penalizações.

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