Até os bancos pedem crédito
Set 30, 2008 Notícias
O Jornal de negócios na sua versão online, indica que um total de 419 instituições financeiras da Europa recorreu hoje ao Banco Central Europeu (BCE) em busca de financiamento, numa altura em que o mercado de crédito está congelado. A instituição presidida por Jean-Claude Trichet cedeu 190 mil milhões de euros.
Do total de 228 mil milhões de euros solicitados ao BCE, a autoridade monetária da Zona Euro entregou 190 mil milhões, em empréstimos de sete dias, aos 419 bancos que apresentaram propostas no leilão de hoje. Cerca de 15% dos empréstimos foram concedidos à taxa marginal de 4,65%. Em média, os bancos estão a pagar 4,96%.
O recurso ao BCE para financiamento está a crescer cada vez mais. Os bancos da Europa estão a ter dificuldades em conseguir empréstimos nos mercados de crédito, isto porque as instituições que, no meio desta crise, têm fundos suficientes para emprestar não o fazem por desconfiança no cumprimento do pagamento desses montantes.
Fonte: Jornal de Negócios.
Tags: bancos, Informação
Descoberto autorizado. É bom ou mau?
Set 30, 2008 Opiniões
Actualmente, as pessoas estão com “medo” de aceder ao crédito. Sabemos que as coisas não estão bem e que os tempos não são os melhores para as populações. Com isto em mente, as instituições bancárias criaram uma série de produtos bancários que são normais linhas de crédito, mas dissimuladas com funcionalidades. Uma das mais flagrantes linhas de crédito é a conta ordenado. As instituições bancárias forçam ao máximo a utilização destes produtos bancários. E os benefícios que daí têm são muitos. Se não vejamos:
Ao domiciliarmos o nosso vencimento numa instituição bancária (condição obrigatória para este tipo de conta) têm noção exacta dos rendimentos e padrões de consumo do seu cliente.
- Ao utilizarmos o crédito ficamos dependentes dos seus serviços.
- Normalmente domiciliamos também o pagamento de contas bem como transferências programadas nessa conta. Aos poucos ficamos completamente dependentes do serviço.
- Ao termos e usarmos um banco, são maiores as probabilidades de continuarmos a usa-lo em outros serviços oferecidos também. Com a vantagem de a instituição bancária poder traçar o meu perfil financeiro com acesso directo à conta logo, adequando produtos para a esmagadora maioria dos clientes.
Por outro lado, o cliente também tem vantagens. Nomeadamente o crédito directo e pré-aprovado e já pronto a usar. Muitas vezes inclusive, esse montante está já disponível na conta cabendo ao utilizador utilizar a cabeça e fazer o que está correcto. Estas opções de crédito pessoal com outros “sabores” chegam numa altura em que precisamos desesperadamente de liquidez. A crise instalada atinge todas as pessoas. Independentemente da sua idade, emprego ou status social. Assim, a facilidade de ter ali um crédito disponível para qualquer eventualidade é importante.
Por outro lado excesso de créditos pode ser também problemáticos. Muitas pessoas tendem a viver bastante acima das suas expectativas e isso faz com estes produtos sejam perigosos para estas pessoas. Rapidamente e sem gestão, gasta-se o dinheiro e fica a dívida. E depois lá entramos no ciclo de gerar dinheiro apenas para pagar crédito descoberto.
O descoberto autorizado é útil para aquela altura do mês onde o dinheiro do ordenado já não chega e o próximo ordenado ainda vai longe. Mas cuidado com o crédito pessoal “descoberto autorizado”: As dívidas daí são complicadas de pagar. Lembre-se que é um vencimento inteiro. Significa que se o gastar, no próximo mês a única coisa que fará será pagar a dívida. Ou seja, deixa de ter vencimento. Como qualquer produto bancário, deverá ser usado com consciência de forma a que não se torne um problema ao invés de ser uma solução.
Tags: descoberto, vencimento
O que fazer perante a crise financeira?
Set 29, 2008 Opiniões
Com certeza que já pensou se perante a crise que se instalou nos mercados mundiais, se vale a pena tirar o seu dinheiro do banco. No entanto, a última coisa que se deve fazer perante uma crise financeira como esta é reagir “a quente” e levantar o dinheiro que tem no banco. Uma actuação deste tipo poderia generalizar-se, o que contribuiria para aumentar ainda mais o pânico e agravar a crise sem razão de ser. Por outro lado, em Portugal, não se perspectiva nenhuma situação de falência no sector bancário.
A generalidade dos bancos portugueses cumpre os requisitos de solvabilidade impostos pelo Banco de Portugal, o que dá alguma garantia de que a situação da banca portuguesa está sob controlo. Além disso, se no limite um banco português entrar em colapso e não for adquirido por outra instituição, será accionado o Fundo de Garantia de Depósitos, que garante o reembolso do dinheiro que um cliente tem depositado no banco até ao limite de 25 mil euros.
Tags: crise