Mar 15, 2010 Informação
Em tempos de crise, não há porque desprezar umas merecidas férias. Por isso, há que poupar ao longo do ano para gozar um merecido descanso, mas quando isso não é possível, a opção acaba por recair no crédito para férias, o que nem sempre é uma má escolha, tudo depende daquilo por que opta.

Para conseguir obter aquele valor de que necessita para ir de férias, poderá seleccionar de entre várias possibilidades. Desde cartões de crédito, a instituições financeiras e agências de viagens. Estas são as formas eleitas pelos portugueses para obter o crédito para as suas férias, mas de entre elas, a que mais se destaca são as agências de viagens. Se optar por estas entidades poupa, em média, 200 a 250 euros, uma grande diferença se estiver a equacionar umas férias para toda a família. Basta multiplicar o importância que economiza pelo número de elementos lá de casa.
O facto de as agências de viagens oferecerem dois produtos está na base da oferta “mais em conta”. Na verdade, ao comprar uma viagem e adquirir crédito através dessa mesma empresa, está a recorrer a dois serviços da “casa”. Não é, portanto, estranho, que se consiga obter o melhor preço para o seu crédito de férias nas agências de viagens.
A nível geral, as agências de viagens oferecem aos seus clientes o crédito solicitado, mas sem a cobrança de juros pelo mesmo. Assim sendo, é uma luta previamente ganha frente aos bancos, uma vez que estes têm nas taxas de juro a maior fatia do seu bolo de lucros, especialmente no que ao mercado de clientes particulares diz respeito.
Passamos agora a divulgar aquilo que se paga e não se paga nos créditos para férias, nas diferentes entidades a que estes podem ser solicitados. Antes de avançar para o pedido do seu crédito, tenha em mente as vantagens e desvantagens de cada alternativa possível e pese-as à medida do seu orçamento.
Se optar pelos bancos:
- Pagamento nunca inferior a 100 euros, além do valor do crédito
- Juros nunca são inferiores a dois dígitos
- Com todas as taxas, poderá pagar entre 100 a 200 a mais que o valor do crédito
Agências de viagens:
- Pagamentos em 6 meses ou menos (sem juros)
- Pagamentos com entrada nunca inferior a 200 euros
- Comissões de abertura de 10 a 25 euros
- Pagamento em 7 ou mais meses com juros à TAEG correspondente
Instituições de crédito e cartões de crédito:
- Pagamento nunca inferior a 20%, além do valor do crédito
Apresentados os valores, é hora de fazer cálculos ao que será gasto. Se optar por um crédito para as suas férias, tenha em conta as alternativas acima enunciadas, mas não deixe de consultar, de forma detalhada, as condições das várias opções possíveis, que podem variar consoante a entidade e o espaço temporal. Se acabar por decidir escolher um crédito que implique o pagamento de valores acrescidos à quantia do crédito solicitado, não se esqueça de que será mais uma verba a sair mensalmente do seu orçamento familiar.
Por isso, certifique-se de que essa escolha não causará problemas na “tesouraria” da sua casa, no seu orçamento familiar mensal.
O maior conselho na hora de optar por um crédito a féria é mesmo ter bastante atenção e pesar os vários pratos da balança. As férias são um tempo merecido, é certo, desde que isso não implique um esforço que acabe por ser incomportável. Tome a decisão acertada e evite engrossar os já grandes números do crédito mal-parado.
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Mar 13, 2010 Informação
A taxa de concessão de crédito tem sofrido elevados cortes na última década e o ano passado não foi excepção. A prová-lo estão os resultados do último Inquérito à Actividade Empresarial da Associação Industrial Portuguesa (AIP). O estudo revela que mais de 40 por cento das empresas inquiridas de debatem com sérias dificuldades em obter financiamento bancário.
Apesar de não haver novidade alguma nos resultados apresentados dada a actual situação de crise dos mercados por todo o mundo, os dados recolhidos demonstram uma alarmante tendência negativa no que diz respeito às Pequenas e Médias Empresas. De acordo com o aquele relatório, as PME’s têm visto o seu percurso de acesso ao crédito cada vez mais complicado, não se antevendo alterações substanciais nos próximos meses, sobretudo pela inexistência de modificações a nível de financiamento nas grandes entidades credoras.
As conclusões retiradas do AIP destacam ainda outro dado muito pouco positivo. Quando comparada com o ano de 2008, a percentagem de empresas com dificuldades no acesso ao crédito duplicou, passando dos anteriores 20 para os actuais 40 por cento. Na base destes problemas de crédito estão os cada vez mais apertados critérios de acesso ao mesmo, estabelecidos nos diversos bancos nacionais e internacionais, incluindo o Banco de Portugal (BdP). Para protecção própria, como instituição que são, os bancos são obrigados a avaliar o risco de concessão de crédito, e procuram reduzi-los ao máximo para evitar a elevada taxa de crédito mal parado actual. O resultado desta cautela são a aplicação de critérios mais restritivos na hora de conceder o crédito.
As últimas directrizes para a concessão de crédito estão bastante mais exigentes, não se antevendo que venham a registar-se alterações neste campo, pelo menos num futuro próximo. A certeza foi avançada no Boletim Económico de Inverno do BdP, onde se previa que “as condições de concessão de crédito se mantenham em níveis mais exigentes do que os registados no período anterior à eclosão da crise financeira”.
As dificuldades no acesso ao crédito são uma das causas que leva os patrões a optarem cada vez mais por formas de cortar nas despesas, o que demasiadas vezes significa colocar mais uma pessoa no desemprego ou optar por mão-de-obra mais barata, mesmo que isso implique laborar fora do país de origem da empresa. Porém, os problemas de acesso ao crédito, assim como a crise financeira actual, são muitas vezes utilizadas como desculpas para o mau funcionamento das instituições, habituadas a operar de forma mais folgada.
Nesta situação, como em todas, “paga o justo pelo pecador”. Apesar disso, a verdade é que a real dificuldade no acesso ao crédito bancário amputa a possibilidade de as empresas crescerem mais rapidamente, tanto em meios humanos como técnicos, o que acaba inevitavelmente por prejudicar a própria subsistência “saudável” das empresas, que se vêm crescentemente abraços com graves problemas de tesouraria.
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