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Crise atinge confiança dos consumidores

A DECO alerta para que não levante de forma impulsiva depósitos, nem resgate fundos ou seguros em fase da crise que se está a fazer sentir. Mesmo no pior cenário, mecanismos legais protegem o dinheiro investido.

Com a vaga de notícias sobre a instabilidade nos mercados, muitos consumidores têm questionado os serviços de informação financeira da DECO sobre os riscos que correm.

No entanto a DECO aconselha a que não entre em pânico. Há mecanismos legais que protegem os investimentos: o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), nos depósitos a prazo, e Sistema de Indemnização aos Investidores (SII), para acções e fundos.

A DECO também preparou um dossiê com a resposta às principais dúvidas dos consumidores para estes casos.

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A busca de um empréstimo para o seu projecto

Cada vez mais dependemos das entidades bancárias para o financiamento de projectos. O capital de risco está concentrado nestas entidades e poucas são as entidades não bancárias, de investimento ou individuais que se dedicam ao financiamento de projectos com capitais de risco. Entrar no mundo cinzento da banca e candidatarmo-nos a um capital de risco é muito mais complicado do que à partida parece. De facto, sem termos capital próprio, com a conjuntura actual torna-se virtualmente impossível obter capital de risco para o nosso projecto.

Tendo algum fundo de maneio, é necessário planear um investimento no planeamento da apresentação. É necessário sempre elaborar um business plan para nos candidatarmos ao empréstimo. E um business plan bem elaborado pode significar desembolsarmos alguns milhares de Euros. Um business plan sustenta a viabilidade de um projecto que ainda não existe. Mostra sem sombra de dúvida a progressão espectável e a análise face às actuais empresas a operar no nicho de mercado. Também tem uma projecção dos gastos, que vai servir de base para o cálculo do empréstimo a obter.

Mas “risco” é apenas um eufemismo, um nome que é preciso ter para caracterizar alguma coisa. Para nos candidatarmos a um destes empréstimos temos de provar exactamente que não há risco. Portugal é um dos países do mundo com menos taxa de risco, isto é, praticamente ninguém arrisca em ideias. E isso faz com que ideias fabulosas, autenticas máquinas de fazer dinheiro, ficam na gaveta sem ninguém com capacidade de investir nelas. Somos um país de ideias, de “desenrascados” que tradicionalmente são aqueles que vencem na vida. No entanto, é mais simples mudar de país e termos as “muletas” necessárias para iniciarmos o nosso projecto sob a forma de empréstimo.

Mas lentamente sentimos a tendência mudar. Investidores começam a apostar em ideias. Gigantes como a Sonae, PT, o empresário Berardo e mais alguns “key players” começam a injectar capital de risco em ideias mais ou menos radicais que, com o tempo, vão provando ser geniais. Exemplos destas são empresas como a Space Inovation, que se especializou na auditoria de aparelhagem aero-espacial, e que é líder de mercado. Outras empresas como a Alert – sistemas de informação hospitalar, tomam a dianteira mundial nos seus nichos. E para isso foram apenas necessárias três coisas: uma ideia, um nicho abandonado e capital de investimento.

Vai sendo altura dos detentores dos capitais de risco em Portugal de levantar a cabeça e olhar em volta. Associações como a ANJE devem começar a mexer-se e a actuar no campo para o qual foram criadas e não servirem as necessidades de alguns, muito poucos. Acho, convictamente, que chegou a altura de olhar para os projectos que por essas gavetas andam a ganhar pó e bolor, e de uma vez por todas começarmos mais um caminho das descobertas. Já tomamos o mundo comercialmente uma vez, pode ser que alguém acorde e se comece a tomar de novo, nos mares da nova tecnologia.

Até os bancos pedem crédito

O Jornal de negócios na sua versão online, indica que um total de 419 instituições financeiras da Europa recorreu hoje ao Banco Central Europeu (BCE) em busca de financiamento, numa altura em que o mercado de crédito está congelado. A instituição presidida por Jean-Claude Trichet cedeu 190 mil milhões de euros.

Do total de 228 mil milhões de euros solicitados ao BCE, a autoridade monetária da Zona Euro entregou 190 mil milhões, em empréstimos de sete dias, aos 419 bancos que apresentaram propostas no leilão de hoje. Cerca de 15% dos empréstimos foram concedidos à taxa marginal de 4,65%. Em média, os bancos estão a pagar 4,96%.

O recurso ao BCE para financiamento está a crescer cada vez mais. Os bancos da Europa estão a ter dificuldades em conseguir empréstimos nos mercados de crédito, isto porque as instituições que, no meio desta crise, têm fundos suficientes para emprestar não o fazem por desconfiança no cumprimento do pagamento desses montantes.

Fonte: Jornal de Negócios.