Fev 2, 2010 NotÃcias
O primeiro-ministro anunciou hoje a criação de duas novas linhas de crédito, uma destinada a microempresas e outra na área do microcrédito, numa sessão em que fez veementes apelos à confiança na economia portuguesa.
José Sócrates falava perante cem jovens de variadas áreas sociais (mas em que dominavam os empresários), numa sessão que decorreu no Parque das Nações e que se integrou no programa que assinala os 100 dias de executivo minoritário socialista.
Respondendo a uma pergunta de uma jovem empresária (que ainda recentemente esteve no desemprego) de Castelo de Paiva, o primeiro-ministro disse que o Orçamento do Estado para 2010 “não apenas manterá as ajudas à s empresas e aos desempregados, como também as reforçará”.
“Vamos reforçar os apoios em especial para os jovens que querem promover a sua actividade, através da criação de duas novas linhas de crédito: uma destinada à s microempresas, a Invest mais; e outra destinada ao microcrédito, até 15 mil euros”, disse.
De acordo com Sócrates, a linha de micro crédito “será o primeiro estÃmulo para que jovens desempregados possam desenvolver a sua actividade”.
“Os jovens vão relacionar-se com os bancos, apresentando os seus projectos de investimento. Se os bancos aprovarem o projecto, o Estado participará no risco, cobrindo 75 por cento, reduzindo a taxa de risco e de esforço”, acrescentou.
Na sua intervenção, o primeiro-ministro referiu que o Orçamento do Estado para 2010 será “exigente e difÃcil, porque tem que compaginar rigor na contas públicas e a manutenção dos estÃmulos à economia”.
“O nosso paÃs precisa de iniciativa, de quem queira correr riscos e de formar empresas”, declarou, antes de fazer um apelo veemente “à confiança na economia portuguesa”.
Na conversa com os jovens, que foi moderada pela modelo e apresentadora de TV Helena Coelho, o primeiro-ministro disse ainda que “haverá apoios diversificados à contratação de novos trabalhadores por parte das empresas”.
“Haverá uma contrapartida na ajuda pública, nomeadamente com uma redução da taxa social única dos empregados. Compreendemos que as ajudas à s empresas são essencial para que 2010 seja encarado com maior confiança”, sustentou.
Neste ponto, Sócrates salientou mesmo que “nada poderá correr bem” na economia “sem confiança”. “Precisamos de confiança em nós próprios, no nosso paÃs e na nossa economia. Isto não é optimismo, apenas confiança em nós próprios e na nossa economia”, disse, numa sessão em que estiveram presentes vários atletas olÃmpicos, entre eles Francis Obikwelu e Susana Feitor.
fonte: jornaldenegocios
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Jan 23, 2010 Informação
Se tem alguma reclamação a fazer do seu banco, não deixe que a preguiça leve a melhor de si. Queixe-se! Desde dúvidas sobre créditos pessoais, comissões, problemas com o cartão de crédito ou o atendimento: são várias as razões que podem, um dia, opor-nos ao banco com o qual fazemos as nossas transacções.
Comece por expor os seus argumentos junto do balcão, de preferência, aquele onde tiver conta. Poderá fazê-lo oralmente ou por escrito, apresentando os meios de prova de que dispuser. Uma queixa deve conter sempre o motivo, e a entidade reclamada/visada, bem como uma descrição sumária, mas suficiente, para entender o contexto.
Apesar de estar em posição frágil, o consumidor tem meios para fazer valer os seus direitos em caso de conflito. Saiba quais, como e onde.
- Livro de reclamações, vá a um balcão e peça-o. Apenas tem que identificar a instituição alvo da queixa, os seus dados e os motivos da reclamação. A instituição tem dez dias para enviar a reclamação ao Banco de Portugal, que por sua vez entrega um duplicado ao reclamante.
- Se não quer ter muito trabalho, saiba que já o pode fazer através do portal do cliente bancário. Para tal, basta senta-se no seu sofá em frente ao computador e preencher um formulário online. Aceder ao portal do cliente bancário aqui.
O Banco de Portugal disponibiliza neste Portal o serviço online de consulta de reclamações, que permite ao cliente bancário saber em que fase se encontra o seu processo de reclamação. Encontram-se disponÃveis para consulta as reclamações inscritas no Livro de Reclamações e as enviadas directamente ao Banco de Portugal (carta, fax, e-mail ou formulário) apresentadas a partir de 1 de Janeiro de 2009.
Qualquer pessoa singular ou colectiva que seja cliente de uma instituição de crédito ou sociedade financeira registada no Banco de Portugal pode reclamar de actuações que considere inadequadas ou lesivas dos seus interesses.
Os motivos da sua reclamação devem estar relacionados com as actividades da instituição de crédito ou sociedade financeira ou com a forma de actuação da instituição, seja na celebração de um contrato seja na prestação de um serviço.
Queixe-se!
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